Speak and Lead

Como ser mais credível?

Há dois mil anos, as pessoas eram chamadas a falar em plenário. Era crucial que o orador tivesse ethos, isto é, ética, caráter, credibilidade, e essa era a base para uma persuasão de sucesso. Se esse orador não fosse credível, não tivesse bons costumes, não fosse respeitado dentro da comunidade, ninguém o iria querer ouvir. Não interessava ter a melhor mensagem no mundo, não interessava ter a coisa mais relevante para dizer. Se não fosse alguém altamente credível e respeitado, o orador não seria capaz de persuadir ninguém.

Hoje em dia o paradigma é diferente. Antes de o orador estabelecer a sua credibilidade, é fundamental captar a atenção da audiência. Por vivermos num mundo acelerado, tecnológico e que nos obriga a dividir a nossa atenção entre mil e uma coisas ao mesmo tempo, destaca-se quem consegue chamar e reter a atenção do público.

Mas foquemo-nos na vertente da credibilidade do ethos e em dar resposta a duas questões importantes.

Qual será a melhor forma de, enquanto oradores, estabelecermos a nossa credibilidade: por escrito ou oralmente?

Mesmo que exista informação escrita (exemplos: num email, a marcar uma reunião, onde estão todos os assuntos a serem abordados naquela reunião / Informação sobre o formador responsável pelo curso em que nos inscrevemos), tudo tem de ser reforçado oralmente no momento de início de algum evento – apresentarmo-nos, fazermos um ponto de situação, contextualizarmos uma reunião, etc. Não podemos partir do princípio que o que foi escrito foi, efetivamente, lido (o que se prende, precisamente, com o facto de vivermos, como já dito acima, num mundo acelerado).

E dentro da apresentação oral: será mais eficaz apresentarmo-nos, a nós próprios, ou alguém apresentar-nos?

Sermos apresentados por terceiros não tende a ser positivo.

Se pensarmos bem, em que contexto social da nossa vida é que temos uma pessoa a falar sobre nós e a apresentar-nos antes de nos passar a palavra? Quando somos crianças e precisamos que alguém, normalmente os nossos pais, nos apresentem, pois não somos, naturalmente, capazes de nos apresentarmos. No mundo dos adultos (e principalmente no meio profissional) isto é mal visto. Quem ouve a nossa apresentação, feita por terceiros, pensa “Porque é que esta pessoa não se apresentou a ela própria?”, o que cria um sentimento de desconforto.

Contudo, há um contexto em que funciona particularmente bem sermos apresentados por outros: quando isto é feito por telefone. Peguemos no exemplo de uma agência imobiliária – ligamos para uma central, em que alguém nos atende e nos redireciona para o agente mais indicado, consoante a localização e tipologia de casa que procuramos. Se antes da transferência da chamada a pessoa nos fizer uma contextualização sobre o agente com quem iremos falar, destacando a sua especialidade, a credibilidade do agente já estará estabelecida.

Outro contexto em que é aceitável sermos apresentados é quando não somos o único orador e temos um moderador a apresentar cada um dos intervenientes. Neste caso, devemos alinhar meticulosamente com o moderador o que deve ou não ser dito durante a nossa apresentação para que sirva o propósito que queremos e para que não haja mal-entendidos.

Dica sobre a forma como nos apresentamos:

A apresentação deve ser curta e o mais direcionada possível. Se estivermos demasiado tempo a falar sobre tudo e mais alguma coisa que fizemos na vida, inclusive aspetos que não estejam diretamente ligados ao assunto a abordar, iremos passar a ideia de que estamos a gabar-nos e que apenas queremos a aprovação da audiência.

Aprenda mais sobre como aumentar a sua credibilidade, dar força aos seus argumentos e fazer os demais quererem ouvi-lo com o Curso de Comunicação Persuasiva

Carrinho0
Não há items no carrinho.
Ver mais cursos
0

Pedir Proposta