fbpx

Speak and Lead

Como não me esquecer
de nada numa Apresentação

Muita gente ainda tenta escrever e memorizar o seu discurso, o que deve ser evitado. É provável esquecermo-nos de algo que tenhamos escrito e, se falha uma frase, o resto do discurso fica comprometido e a audiência irá notar falta de autenticidade: quando memorizamos, usamos o mesmo tom de voz e o mesmo ritmo ao longo do discurso, o que não acontece quando falamos normalmente. É, ainda, construída uma barreira com o público, pois o nosso foco está em lembrar o que dizer a seguir em vez de garantirmos que a mensagem é retida. O sucesso do discurso não depende do que é dito mas sim do que a audiência vai ouvir e reter.

Mas porque é que tentamos decorar o nosso discurso? Não queremos, claro, correr o risco de nos esquecermos de alguma parte.

Então, se não devemos decorar, o que é que podemos fazer?

⤑ FOLHA DE APOIO: DESTACAR AS NOSSAS IDEIAS

Podemos usar uma folha para treinar e, se for possível, levá-la para o nosso discurso. Devemos praticar o discurso recorrendo ao papel e à caneta pois é mais fácil recordarmo-nos do que escrevemos quando o fazemos à mão. Vejamos em que consiste:

  • A folha deve ser de tamanho A4 e de orientação vertical. No topo da folha, colocamos a nossa abertura – a primeira fase do nosso discurso. A abertura, sendo curta, pode e deve estar escrita por extenso. Por baixo, podemos ou não colocar a introdução, que consiste no que vamos falar e o que já fizemos de relevante ao longo da vida.

  • A meio da nossa folha escrevemos os pontos-chave a transmitir com letras bem GRANDES. No máximo, 6 palavras-chave por cada ponto. Desta forma, quando olharmos para as palavras iremos imediatamente lembrar-nos do que queremos dizer. À frente de cada ponto podemos ainda colocar subpontos ou, se quisermos dizer algo por palavras específicas – frases-chave –, podemos escrevê-las por extenso, tendo em atenção a quantidade e colocando esta parte do texto de forma diferenciada (por exemplo, desenhando um quadrado à volta, sublinhando com um marcador ou usando um post-it), evitando esquecimentos. Se a frase-chave for mesmo muito importante e quisermos transmitir esta importância à audiência, devemos ainda enfatizá-la usando um tom diferente.

  • Tal como acontece com a introdução, a conclusão pode ou não estar escrita. Por fim, colocamos o impacto final – a última fase do nosso discurso, que pode e deve também estar escrito por completo.

Porque é que só a abertura e o impacto final devem estar escritos por completo?
Estas são as duas fases mais importantes do nosso discurso e queremos garantir que não são esquecidas. Como os momentos do discurso em que estamos mais nervosos são o início e o fim, sentimo-nos mais seguros se tivermos a possibilidade de as ler. Sendo curtas, existe uma maior probabilidade de o conseguirmos fazer sem nos enganarmos.

⤑ POWERPOINT: USÁ-LO A NOSSO FAVOR

Caso haja a possibilidade de fazermos um PowerPoint, este só deve ser preparado após a folha de apoio. Porquê? Se, por qualquer motivo, o PowerPoint falhar, ainda conseguimos fazer a nossa apresentação sem ele.

Enquanto o corpo do PowerPoint ajuda a audiência a perceber o que estamos a dizer e a tornar mais clara a nossa mensagem, o título serve para nos ajudar a nós enquanto oradores, considerando que é lá que colocamos as nossas palavras-chave. Assim, garantimos que não nos esquecemos da mensagem a transmitir.

À medida que passamos os slides devemos aproveitar para usar transições, tais como “passando para o próximo ponto” ou “seguindo em frente”, que cativam a nossa audiência a voltar a prestar atenção à apresentação. Estas transições adicionam também um fio condutor ao nosso discurso, tornando-o automaticamente mais lógico, racional e fácil de seguir.

 

Da próxima vez que pensar em decorar o seu discurso, experimente primeiro aplicar estas dicas e verá que a sua apresentação correrá muito melhor!

Precisa de maior orientação, mais especializada e profissional?
Conheça o nosso Curso de Apresentações Orais e inscreva-se já!

Pedir Proposta