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Speak and Lead

Como não ficar nervoso
ao Falar em Público

O medo de falar em público é um dos medos mais comuns no mundo, sendo que 93% das pessoas assumem já ter tido, num certo período da sua vida, medo de falar em frente a uma audiência.

Infelizmente, a arte de falar bem em público é cada vez menos cultivada, por várias razões, e este medo tem características que o tornam muito lesivo e impactante no dia-a-dia das pessoas.

A maior parte das nossas vidas é passada a comunicar, portanto, quem o faz bem destaca-se dos demais. Por outro lado, quem não o consegue fazer eficazmente sofre consequências: oportunidades perdidas em todas as vertentes da vida devido ao medo de falar em público, a sensação de ter tanto para dizer e não ter o à vontade para o fazer, a desilusão de sabermos que o que dissemos ficou muito aquém do que queríamos dizer ou do conhecimento que temos.

De onde surge este medo e porque é que tantas pessoas são afetadas por ele?

Na realidade, as pessoas não têm medo de falar em público; têm medo de falhar em público, o que é algo radicalmente diferente. Tememos o escrutínio dos outros. Fazermos figuras tristes, sermos ridicularizados ou um completo flop: é disto que temos medo frente a uma audiência. 

Tendo esta consciência, podemos então relacionar o medo de falar em público com a nossa autoconfiança, que desempenha um papel fundamental no que toca a enfrentar com sucesso, e sem medos, uma audiência. 

O que significa estarmos nervosos quando vamos falar em público?

O outro lado da moeda mostra que, essencialmente, nos preocupamos.

Todas aquelas ideias que nos são transmitidas – desde desvalorizar a situação, imaginar a audiência nua, entre muitos outros absurdos – não são mais do que formas de contornar a situação e não encarar o problema. Se temos uma oportunidade para falar em público devemos preocupar-nos e muito. Caso contrário, apenas significa que aquilo que temos para dizer não é assim tão relevante. E ninguém gosta de assistir a algo que não considere relevante, certo?

Como controlar esse nervosismo?

1. Preparação, preparação, preparação
A preparação é o principal elemento para o sucesso de uma apresentação. A apresentação em si é a oportunidade que temos para mostrar o que sabemos e o que valemos e é o elemento-chave para tirarmos partido dessa oportunidade. Se fizermos uma boa preparação, iremos sentir mais confiança na apresentação e partiremos para o palco com confiança redobrada.

Give me six hours to chop down a tree and I will spend the first four sharpening the axe.*
– Abraham Lincoln

* Dêem-me seis horas para cortar uma árvore e eu irei passar as primeiras quatro a afiar o machado.

2. Visualização Positiva
Qual o maior erro que cometemos que, mesmo antes de entrarmos em palco, já ditou um resultado negativo? Pensar no que vai correr mal. Como diz a lei de Murphy, “se pode correr mal, vai correr mal”, portanto, fazer isto obviamente vai baixar a nossa confiança e preparar-nos para falhar. O que devemos fazer? Exatamente o oposto: pensar e visualizar tudo a correr bem. Fizemos o trabalho de casa, a preparação foi sólida, sabemos o que vamos ali fazer e vamos tirar o máximo desta oportunidade. Isto fará com que entremos em palco muito mais confiantes e preparados para fazer uma apresentação de sucesso.

3. Quem é que me está a ver?
O medo de falar em público é extremamente comum mas, quando estamos a fazer uma apresentação, tendemos a esquecer-nos disso: pensamos que somos as únicas pessoas no mundo que têm medo de estar em cima dum palco.

É importante lembrarmo-nos que 99% das vezes vamos estar a falar perante pessoas que também têm receio de falar em público ou que não o sabem fazer particularmente bem. Não temos de estar com uma tensão acrescida, antes pelo contrário, pois se fizermos uma boa apresentação seremos reconhecidos por isso. A maioria das audiências compreende as dificuldades de falar em público, já que a maioria também as tem.

4. Os 10 minutos antes da apresentação: o momento-chave
Infelizmente, a maioria das pessoas passa os 10 preciosos minutos antes da apresentação a entrar em pânico, a rever exaustivamente o que preparou e a repetir para si aquela mensagem, sempre tão eficaz, Não me posso esquecer disto, não me posso esquecer disto, não me posso esquecer disto... E não é que acabamos sempre por nos esquecer disso?

O principal erro cometido neste tempo é focarmo-nos no que temos de fazer em palco, pois quanto mais pensamos no que vai acontecer, mais pressionados nos sentimos e pior vai correr a nossa apresentação.

Nos 10 minutos antes de irmos para palco, a nossa mensagem já deve estar completamente preparada. Sabemos o que queremos atingir e sobre o que temos de falar para chegar a esse fim. Se não nos preparámos antes, não será naqueles minutos que nos vamos preparar.

Estes 10 minutos servem essencialmente para nos colocarmos em condições físicas para transmitirmos a nossa mensagem da melhor maneira possível. Podemos fazê-lo através de:

a) Prestar atenção
Na grande maioria das situações há um orador a falar antes de nós. Devemos prestar atenção a quem está a falar e simplesmente apreciar o espetáculo. Atenção: é mesmo apreciar o espetáculo! Não é para nos estarmos constantemente a comparar com o outro.

Enquanto pensamos no que não podemos esquecer, estamos a criar mais pressão sobre nós próprios. O orador que nos precede pode dizer alguma coisa interessante que podemos ligar à nossa apresentação, pode dizer algo engraçado que podemos usar para quebrar o gelo com a audiência ou até pode acontecer alguma coisa durante aquela apresentação que nos permita criar uma maior ligação com a audiência – e nós estaremos a desperdiçar ferramentas particularmente úteis para a nossa apresentação.

b) Plano B
Mudar o foco de atenção
, principalmente se nos estivermos a comparar ao orador anterior a nós e, consequentemente, a perder autoconfiança, recorrendo a: papel e caneta para desenhar; ouvir música ou ver o telemóvel; técnicas de respiração: respirar profunda e lentamente, contando até três enquanto inspiramos.

c) Socializar

Muita gente fica ainda mais nervosa se estiver sozinha, no seu canto. Se este for o nosso caso ou formos os primeiros a apresentar – e estivermos num ambiente que o permita -, devemos tentar começar uma conversa com quem está perto de nós. Enquanto conversamos não pensamos sobre o que teremos de fazer em palco e, ao mesmo tempo, acontece algo particularmente curioso: já estamos a criar aliados na audiência. Durante a nossa apresentação, o contacto visual irá automaticamente para as pessoas com quem falámos previamente, pondo-nos mais confortáveis.

O maior problema no que toca a falar em público é o nervosismo que as pessoas sentem quando o fazem e, o segundo, é a forma errada como tentam resolver o primeiro.

Estarmos nervosos quando temos 20, 40, 100 pessoas a olhar para nós é perfeitamente normal: é uma reação biológica que todos temos, independentemente de ser o nosso primeiro discurso ou de termos 40 anos de experiência em Public Speaking.

There are two types of speakers: those that are nervous and those that are liars.*
– Mark Twain

* Existem dois tipos de oradores: o que estão nervosos e os que são mentirosos.

Falar em público pode ser extremamente desafiante, desde apresentações em contexto de trabalho às relações interpessoais. Sente que a sua falta de confiança tem vindo a afetá-lo, negativamente, em vários campos da sua vida?

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