Como Tornar o Nosso Pitch Memorável
Fazer um pitch memorável pode ser o fator decisivo entre ser escolhido ou ser esquecido. Seja numa entrevista de emprego, numa candidatura académica ou na apresentação de uma ideia de negócio, dominar esta técnica é algo fundamental para nos destacarmos.
Em seguida, vamos mostrar como estruturar um pitch memorável, com base em cinco fases essenciais, e partilhamos ainda algumas dicas práticas para causar impacto em qualquer contexto.
O que é um Pitch?
Um pitch é uma apresentação curta, focada e persuasiva, normalmente usada para comunicar uma ideia, experiência ou perfil profissional.
Pode ser feita em pessoa, por vídeo ou até por escrito, e o seu objetivo principal é captar a atenção de quem está a ouvir, sejam eles recrutadores, investidores, júris ou parceiros.
Quando é necessário fazer um pitch?
É provável que, em algum momento na nossa vida, necessitemos de fazer um pitch. Os 3 casos mais comuns para este cenário são:
1) Entrevistas de Emprego: Numa entrevista de emprego, o pitch é uma pequena apresentação do nosso valor e do nosso percurso académico e extracurricular, assim como dos nossos interesses e particularidades que nos distinguem.
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2) Processos de Candidatura: Neste cenário, o pitch memorável é muitas vezes apresentado em vídeo onde, por exemplo, destacamos o nosso valor e expomos o porquê de sermos o candidato ideal para aquela vaga.
3) Apresentação de ideias: Este pitch é utilizado particularmente em concursos, eventos de empreendedorismo ou reuniões com investidores para a apresentação, explicação e proposta de valor de uma nova ideia.
As 5 Fases Essenciais de um Pitch Memorável
Independentemente do contexto em que o pitch é realizado, este deve ser constituído por, pelo menos, três fases: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Porém, existem ainda outras duas fases, de inclusão opcional, que podem fazer a diferença e tornar o pitch memorável.
Vamos então descobrir quais são as cinco fases:
Apresentação e Foco
Esta fase poderá ou não existir, dependendo do contexto em que o pitch é realizado. Se estivermos em contexto de entrevista, esta fase não é necessária porque a informação já se encontra no nosso currículo, ao qual os entrevistadores têm acesso.
Esta fase é, por isso, mais adequada a quem está a participar, por exemplo, numa competição de pitch. Não temos de ser muito específicos. Precisamos apenas de dizer o nosso nome e o nosso objetivo.
Por exemplo: “Olá, o meu nome é Duarte e estou à procura de uma oportunidade na área de hotelaria.” Desta forma, mostramos que estamos convictos do que queremos. Mesmo que não nos seja concedida a oportunidade naquela área, os recrutadores vão apreciar a nossa ambição e foco e poderão oferecer-nos oportunidades noutras áreas.
Introdução
Na introdução devemos falar sobre as nossas hard skills: percurso académico e experiências na área para a qual nos estamos a candidatar.
Não é necessário especificar todos os detalhes porque, mais uma vez, esta informação já deverá estar no currículo. Por isso, devemos usar esta fase para falar do nosso percurso académico e profissional, sem repetir o que está no CV.
Por exemplo: “Fiz uma licenciatura em Gestão Hoteleira e trabalhei durante cinco anos na cadeia hoteleira Vila Galé.”
Desenvolvimento
Esta é a fase mais importante do pitch e é aquela em que devemos investir mais tempo. É neste momento que temos a oportunidade de adicionar informação que não se encontra no currículo.
Como já falámos sobre as nossas hard skills (competências técnicas) na introdução, é crucial que nesta fase assinalemos quais as nossas soft skills (competências comportamentais e sociais), aumentando o nosso valor.
De que forma podemos estruturar esta parte do pitch?
Devemos indicar, no máximo, três das nossas competências, bem como de que forma as adquirimos e desenvolvemos. A explicação deverá ser feita competência a competência e não apenas no final.
Estrutura recomendada: competência, contexto onde a desenvolveu e impacto real da sua aplicação.
A competência que consideramos como a mais relevante deve ser dita por último e podemos complementar a explicação, adicionando uma história que comprove a sua aplicação prática num contexto real.
Por exemplo: “Desenvolvi a minha capacidade de liderança ao coordenar uma equipa de 10 pessoas durante a organização de um evento corporativo, que resultou num aumento de 30% na satisfação dos participantes.”
Segundo um relatório de 2024 da LinkedIn Learning, competências como comunicação eficaz, resolução de problemas e adaptabilidade são das mais procuradas pelos empregadores a nível global. Demonstrar estas competências no seu pitch pode aumentar consideravelmente as suas hipóteses de ser escolhido.
Conclusão
Esta fase serve para reforçarmos as nossas três principais competências, como se fosse um resumo da sua proposta de valor. Por exemplo: “Sou uma pessoa dedicada, responsável e com forte espírito de equipa – qualidades que me permitem contribuir de forma positiva para qualquer ambiente profissional.”
Da Teoria à Prática
As fases anteriores, combinadas, irão garantir-nos um bom pitch. Mas como é que podemos evoluir para um pitch memorável?
Apesar desta fase não ser obrigatória, é ela que nos vai diferenciar do resto dos candidatos e, por isso, é altamente recomendada. É nesta altura que devemos explicar de que forma as nossas competências, apresentadas anteriormente, podem ajudar a empresa a atingir o seu objetivo ou como é que nos podem ajudar a desempenhar o cargo a que nos estamos a candidatar.
Por exemplo: “Acredito que a minha experiência no atendimento personalizado, aliada à minha empatia, pode melhorar significativamente a experiência do cliente e, com isso, aumentar os índices de fidelização.”
É uma fase que requer preparação mas, se for realizada com sucesso, a probabilidade de sermos contratados é muito maior pois confere-nos diferenciação. Em vez de falarmos apenas de nós próprios, explicamos como podemos contribuir de forma positiva para a empresa, o que, inevitavelmente, nos torna memoráveis.
Dicas Práticas para um Pitch Memorável:
- Treine em voz alta para ajustar o tempo (idealmente o pitch deve ter uma duração entre 60 a 90 segundos).
- Adapte o conteúdo do pitch ao público-alvo.
- Use linguagem positiva e objetiva.
- Evite jargões técnicos, a menos que o público os conheça bem.
- Peça feedback após as suas apresentações, para melhorar continuamente.
Erros Comuns a Evitar num Pitch:
- Falar demasiado sobre o passado e pouco sobre o futuro: O pitch deve mostrar de que forma o nosso percurso nos preparou para o próximo desafio.
- Usar linguagem genérica: Usar termos como “sou muito responsável” sem dar exemplos práticos faz o nosso pitch perder impacto.
- Falta de adaptação ao público-alvo: Um pitch para uma startup não deve ter o mesmo tom de um pitch para uma multinacional, por exemplo.
- Fazer um pitch demasiado extenso: Um pitch deve durar no máximo 90 segundos. Mais do que isso, e pode perder o impacto.
- Terminar sem um “call to action”: Devemos terminar um convite à ação, como: “Estou disponível para partilhar mais ideias sobre como posso contribuir para a vossa equipa.”
Fazer um pitch é mais do que falar sobre nós mesmos, é mostrar como podemos ser uma mais-valia para a empresa ou projeto em questão. Ao seguir esta estrutura e praticar com confiança, estará mais perto de se destacar pela positiva.
A comunicação evolui apenas se a pusermos em prática. Da próxima vez em que tiver de se apresentar e realçar as suas competências e o seu foco, lembre-se destas dicas e torne o seu pitch memorável e diferenciador.
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